terça-feira, 2 de novembro de 2010

Visões

Era final de março, exatamente dia vinte e oito.
Elizabeth estava na festa de sua amiga Amanda e tudo estava lindo e bem organizado, com flores e muitas cores pelo salão.
Ela deixou seus olhos vagarem pelo ambiente, então encontrou um menino.
Ele tinha o cabelo castanho claro,quase louro e não era muito alto, ela não conseguia ver seus olhos direito mais tinha a certeza de que eram claros, Elizabeth desviou o olhar prestando a atenção na conversa em sua roda de amigos. Quando olhou para ele pela segunda vez ela encontrou seu olhar e viu a cor de seus olhos. Eles eram intensos e azuis-esverdeados.
Ela acordou frustada e suspirou.
Era a segunda vez que ela sonhara com aquilo.
Aquele era o dia vinte e sete de março e ela iria na festa de Amanda no dia seguinte.
Elizabeth não sabia porque sonhava tanto com aquilo.
Um arrepio percorreu sua espinha, ela esfregou os olhos e olhou em seu relógio de ficava ao lado de sua cama, em cima de um criado-mudo.
Eram seis da manhã, faltavam duas horas para começar a aula.
Ela abriu a gaveta do mesmo e tirou um caderno de capa violeta dali de dentro.

Sexta-feira, dia vinte e sete de março.
São seis da manhã eu acordei novamente com o mesmo sonho maluco de sempre.
Eu devo estar enlouquecendo sonhando tanto com a festa de Amanda.
Não sei o que está acontecendo comigo mais é a quinta noite consecutiva que tenho o mesmo sonho estranho e acordo sempre no mesmo momento .
Eu me pergunto por que isso é tão frustante?
Acho que preciso de um psicologo com urgência, não ando muito bem.
Isso está ficando mesmo ridículo eu não vou encontrar o príncipe encantado, na festa de Amanda, além do mais eu tenho um namorado.
Tenho aula daqui a pouco , não sei se devo contar a Beatrice ,Marissa ou a Maya o que aconteceu, elas com certeza iriam achar estranho e
Elizabeth parou de escrever fixando seu olhar acima de sua cortina cor-de-rosa, em sua cabeça se passou uma cena muito nítida, como se ela estivesse vendo televisão.
Ela viu que André terminando com Marissa na escola.
Foi incrivelmente real, André argumentando, Marissa chorando, ela, Beatrice e Maya tomando as dores da amiga e encarando André com cara feia.
De repente Elizabeth voltou a si.
Ela respirou fundo.